"Oba, filhotinhos!"
É usando essa frase emblemática do filme “Beethoven
Bem, como eu disse, estava desmotivado para escrever e profundamente dividido em termos de questões criativas ou, sendo mais claro, de que raios eu ia querer escrever quando voltasse a ter motivação. A motivação voltou, ainda que tímida, com um sorriso amarelo e dizendo que passou os últimos meses na casa de um moleque muito parecido comigo, que ela tinha certeza que era eu, mas ela não quer falar no que eles andaram fazendo.
Qualquer pessoa normal, nessa situação, iria esperar até uma definição mais clara do que sente vontade de escrever, da atual situação criativa, ou até mesmo de um diagnóstico médico sobre o caso. Mas eu, claro, não faço assim. Afinal, quando uma banda de rock tem, entre seus membros, divergências sobre que tipo de música eles devem fazer, algo mais progressivo ou um punk de apenas duas notas cheio de palavrões, eles sentam e discutem a situação até chegar a uma definição criativa clara? Óbvio que não! Eles brigam, se agridem, saem na porrada, aí o vocalista expulsa o baixista e o baterista e os dois montam outra banda, que em toda entrevista vai falar mal da primeira. E como eu estou tentando colocar mais rock’n roll na minha vida, foi basicamente isso que eu fiz.
Ou seja, de agora em diante a coisa funciona assim:
Ninguém espera a Inquisição Espanhola: Esse é meu blog A. Uma versão aditivada do Lacunas em que eu vou conseguir manter a mesma fonte de um post para outro (espero) e as fotos não vão mudar de tamanho assim que eu olhar pro lado (torço). O mesmo tipo de coisa que passamos anos fazendo no Lacunas, só que com um nome mais legal. Porque ninguém espera a Inquisição Espanhola! (Caaara, eu adoro dizer isso!)
Wrapped Up in Books: Meu blog B, que foi expulso da banda e agora vai tocar covers em botecos. É pra lá que meu lado mais “sério” vai. Basicamente vamos começar com resenhas de livros, CDs e quadrinhos, além de material mais depressivo e aqueles artigos longos e chatos que eu gosto de fazer sobre comunicação comparada. Afinal, o título saiu de uma música do Belle e Sebastian, então um blog sobre micaretas é que não ia ser...Também vou usar pra servir como campo de testes para meus projetos de literatura séria. Por favor, não riam.
E então é isso. Claro, esse tipo de decisão não ajuda em nada o tratamento do meu distúrbio de dupla personalidade, mas nós...digo...eu, não estou nem aí. Mas pelo menos por enquanto vai ser assim, um blog para os dias bons e outros para os dias ruins. Claro, em duas semanas eu vou ter misturado tudo e vai ter virado uma zona, mas quem liga?
Este retorno não teria sido possível sem:
-As palavras de incentivo do Thiago e sua música do Frank Sinatra
-As palavras sinceras de preocupação da Angélica, que, desconfio, achou que eu ia me matar
-As palavras de estímulo do Sujeito Oculto, que, desconfio, achou que eu ia montar uma banda emo. O que, desconfio, seria um pouco mais drástico do que me matar.
-O link de estímulo do Mateus. Que me deixou deprimido. Mas acho que não era essa a intenção.
-O retorno do blog da Elisa, que me fez a chocante revelação de que ela sou eu (ou eu sou ela) e depois sumiu do MSN, me deixando com graves dúvidas existenciais e pensando em pintar o cabelo.
- A Wanda e Cosmo, os padrinhos mágicos (“tô sabendo!”).
- A Yuri, por sua onipresente ausência e seu estímulo ao não me estimular. Cara, ainda tenho pesadelos com aquele filme “Traídos pelo desejo”...Maldito seja Neil Jordan!





